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A Madrugada Dos Poetas

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A MADRUGADA DOS POETAS

Em uma pequena cidade do interior da alma, um grupo de poetas de uma pessoa só se reunia em frente ao próprio pensamento. Em busca da prosopopeia perfeita, os sentimentos juntavam-se nas bordas douradas do céu, formava-se a madrugada nos olhos mais sentimentais, e nos olhos errantes apenas via-se o fogo que banhava as suas mentes diminutas, sem qualquer chance de ver o reflexo do próprio rosto.

Discutia-se interiormente nas celas invisíveis o porquê de a madrugada trazer sempre uma inspiração a mais, sempre trazendo imagens e miragens de tempos monótonos, desde a antiguidade mais recente até o futuro inexistente que banha os ossos humanos que chafurdam no desejo mais adverso.

Não chegava-se a nenhuma conclusão. Assim, as estrelas dançavam em um ritmo calmo e estonteante; as nuvens pareciam carregar a lua, que parecia descansar naquela madrugada escura, cuja claridade nem sequer vinha de seu brilho, mas dos versos dos poetas que ali se encontravam.

De repente, a respiração foi ficando curta, os olhos inundados em vapor começavam a enxergar vultos tortuosos diante à chaminé longínqua. Foi quando o poeta avistou-se em um quarto solitário, as janelas do quarto davam vista à escura natureza. Os ventos fortes anunciavam que uma tempestade estava por vir, os raios tempestuosos clareavam no horizontes como fogos gelados.

A mesa abrigava os escritos do poeta. O mesmo que, carregado de emoções confusas, tentava ao menos caracterizar como sentia-se diante de mais uma madrugada dos poetas, pois a madrugada foi feita para quem tem emoções infinitas, para ser admirada pelos observadores anônimos e desconhecidos que escrevem suas emoções pela mesma inspiração.

Decerto conseguira? Talvez, ao menos tentou decifrar as características ao definir seu "eu lírico" como 'grupo de poetas de uma pessoa só'; demonstra-se aí a universalidade poética carregada em seu peito que, mesmo sendo humano, insiste em inspirar-se nas mais variadas madrugadas dos poetas.

Há quem o entenda por isso, e há quem o desconheça.

Autor: Abraão Marinho

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