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A Vendedora De Sonhos

Crônica, Livraria, Leitura, Sonhos, Importância da leitura, Florianópolis

A VENDEDORA DE SONHOS

Cristina era uma jovem de classe média que, com dezoito anos, trabalhava em uma livraria no Centro de Florianópolis. Essa livraria possuía um grande catálogo de livros de diversas áreas. Havia a seção de historiografia, a de ficção, a de biografias e outras tantas. Ela tinha três pavimentos sendo que no segundo existia até uma cafeteria.

Cristina era uma ótima vendedora e os clientes adoravam-na porque, além da simpatia, entendia muito de livros. Ela sempre indicava o livro certo a cada leitora que procurava-a. Ao adolescente que desejava um livro repleto de aventuras com as quais pudesse sonhar ser um super herói dizia:

— Leve esse intitulado A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson. É aventura do começo ao fim.

A criança que ali entrava acompanhada de sua mãe sugeria:

— Leia as obras do Sítio do Pica pau Amarelo, de Monteiro Lobato, um grande autor de histórias infantis e que, além do mais, é brasileiro.

E prosseguia com suas sugestões aos clientes da livraria contagiando-os com sua simpatia.

Certa vez, em uma tarde chuvosa de sexta-feira, um jovem de nome Tadeu, com cerca de vinte anos de idade entrou na livraria à procura de um livro que trouxesse mais ânimo a sua vida. Dirigindo-se a ela perguntou:

— Que livros você indicaria a quem está depressivo?

Percebendo que ele precisava de ajuda levou-o a duas seções da livraria. Primeiro foi a sessão de autoajuda e tirando da estante o livro O Poder do Subconsciente disse:

— Este livro irá ensiná-lo algumas técnicas de como substituir pensamentos negativos por positivos.

Em seguida levou-o até a sessão Religião e Esoterismo e mostrou-lhe a Bíblia Sagrada, o Evangelho Segundo o Espiritismo, obras de Monja Coen e tantas outras.

O jovem pegou os livros, sentou-se em um dos bancos da livraria e começou a fazer uma leitura do livro O Poder do Subconsciente. Aos poucos sua fisionomia triste foi modificando-se. Ele parecia estar mais tranquilo. 

Uma hora transcorreu quando Tadeu fechou o livro e caminhou em direção a Cristina. Sorrindo disse a ela que iria levar todos os livros que estavam em suas mãos. Cristina colocou os livros dentro de uma sacola e entregou a Tadeu. Enquanto ele ía embora ela percebeu que o jovem estava mais animado. Sentiu-se feliz por ter podido ajudá-lo.

Anoiteceu e a livraria fechou. Naquele dia ela descobriu a importância de um bom atendimento.

Autora: Lisia Zarbato Longo

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