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Os Outros

OS OUTROS


Crõnica, Caio Junqueira, Textos, Cantábria, Os outros


Convidados para o casamento de uma amiga, na Espanha, minha mulher e eu nos hospedamos em uma pousada em Las Fraguas, na Cantábria, onde se realizou a bela festa.


Na véspera, caminhando pelos arredores, enxergamos um palacete. Pedi para a companheira fotografá-lo, pois além de ser uma moradia que se destacava entre campos e montanhas, ela me despertou, de imediato, a lembrança de um filme de terror ambientado num cenário exatamente igual àquele. Até resumi o filme para minha mulher, que, na verdade, não é chegada a esse gênero. Mas não me recordava do nome da película.


No dia seguinte, juntamente com os noivos, ao passarmos de carro junto a essa mansão, fui informado de que Nicole Kidman estivera ali e protagonizara o filme “Os outros”. Era o filme de que falei. Então experimentei uma interessante sensação: se estivesse sido informado antes de que o filme se passara naquele lugar e eu fosse vê-lo, meu olhar seria outro.


Já partiria para lá com visão estereotipada, não ia beber do ineditismo do primeiro ver. Iria apenas centrar minha atenção na casa apenas enquanto espaço de filmagem já realizada e não, como ocorreu, vê-la como um cenário prenhe de mistério e digno de uma história de terror, que me remetia a um lugar parecido com aquele, visto em um filme.


A questão é esta: quando partirmos para ver o outro, seja casa, paisagem ou pessoa, deveríamos ficar livres de um olhar preconcebido; o bom é ir ao encontro dos outros e, aos poucos, com a surpresa da descoberta, com a aventura do desvelamento, construímos o convívio na diversidade dos saberes.


A memória, em princípio, nos ajuda a estabelecer um vínculo entre esse encontro com a alteridade e os arquivos vivos equacionados na química do passado. Se Sartre afirmou que o inferno é o outro, creio que infernal é prosseguir apenas com o mesmo e temer a aparição do diferente.


Autor: Caio Junqueira Maciel


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